levo agora o saber querer o que.
o momento...
momento só, de pensar...
mesmo sem ter nada pra pensar.
reflexão, paz diferente...
manter-se longe daquilo que me machuca e perturba...
tiro o dia pra absorver e pensar em coisas boas que me trazem conforto
e me façam ficar mais perto de mim, me mantendo assim...
pensando, não pensando...
porém confortavelmente sentado...
nem a louça me atrai...
talvez essa calmaria passe até o final do dia, mas devo curti-la...
já não conheço os momentos que me fazem.
sim, estou aqui... mas não estou.
vejo com olhos de crianças, talvez de adulto...
só sei que vejo, tudo melhor...
mais sereno...
trata-se do cansaço...
do esgoto, rotina...
e você?
não andas pensando em você?
como pode?
e te pega de surpresa.
só assim pra vê o que passa em sua frente, em baixo de seu nariz...
por mais que eu não pense sobre, mas me tranquilizo... talvez me fortaleça sem saber.
novamente, quase um momento único.
indescritível...
apenas o suficiente para querer, valorizar, o suficiente...
o essencial, a felicidade... o pouco que há nas coisas...
em meio a tantas situações, tem que haver o momento de frenesi e melancolia
parar, pensar...
saber...
se faço, fiz o certo...
pensar individualmente.
não...
não deixo de gostar e amar nada e a ninguém...
só parei... e vejo tudo de cima...
não sei se vai de bem ou mal...
mas parei.
e estou estático... o que se move?
só minhas mãos...
mãos pensantes.
será o medo de escutar e vê o que não quero, agora?
me prendi, devo escutar?
devo pensar em tudo, agora?
uma leve aflição me consome, bem lenta...
a mente é uma piada, privada...
e vai assim, muitas vezes, nesse nó...
um dia sim, outro não...
tento não ser pessimista, mas as vezes...
nem sei.
vai saber...
será que vale saber de tudo?
ou não? pelo menos não sou o único, mas sou único.
sou um só.
com meus prós e contras.
tudo vale. é assim...
pré-datado.
é bom ter fundos.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
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